quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tontices.

São os traumas que nos permitem viver em sociedade, que nos educam e limitam. As pessoas falam de traumas de infância, acontecimentos traumatizantes da sua vida, fobias e demais experiências, muitas vezes esquecendo-se que são frutos de um crescimento traumatizante. O cérebro cria novas ligações, novos caminhos no nosso labirinto. São como feridas que nos marcam e limitam o que fazemos e não fazemos. Dizem que crescemos, que aprendemos, maturidade e tal, que patetice... somos é tontos que nem tontos. A minha traumatizante caminhada leva-me a pensar que tratam-se de feridas, de coisas que não esquecemos. Algumas percepcionamos como bom e outras como mau, porque a percepção das coisas nos baralha. Enquanto isso, vamos vivendo em sociedade, em feliz negação, e com a convicção que o vizinho do lado é que está errado.
Inventamos nomes para as coisas, definições para o que somos. Vivemos convictos que acertamos em cheio, que somos diferentes dos outros animais.
A racionalidade é a nossa melhor invenção. Os outros animais não a têm, dizemos nós, sem nos apercebermos que o simples conceito de racionalidade é de nossa autoria, e talvez o nosso maior defeito.

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